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Casa da Padaria

Casa da Padaria
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História

Na Plaza Mayor destaca-se um edifício único: duas torres de ardósia, frescos mitológicos na fachada, o único sem paredes vermelhas. Deixa-me contar-te o que aconteceu aqui.

Mil quinhentos e noventa. Filipe Segundo ordena uma padaria oficial para a nova praça: controlar o preço do trigo, abastecer a corte, evitar a fome.

Diego Sillero a constrói aqui. Padaria em baixo, aposentos reais em cima. O pão de Madrid era despachado destas paredes.

Mil seiscentos e setenta e dois. Um incêndio em agosto devora o edifício. Tomás Román o reconstrói em dezessete meses.

Claudio Coello e Donoso pintam frescos barrocos no salão real.

Depois, em mil setecentos e noventa, veio o terceiro incêndio. Três quartos da praça arderam. A Casa da Padaria sobreviveu intacta.

Juan de Villanueva chega para reconstruir — e usa este edifício como modelo. A sua altura, a sua proporção, as suas arcadas ditam a nova praça. O que antes era uma padaria torna-se a medida de Madrid.

Em mil novecentos e oitenta e dois, uma forte tempestade destrói os frescos barrocos originais do século XVII. Quarenta anos depois, em mil novecentos e oitenta e oito, Carlos Franco os repinta do zero: Cibeles, Baco, Cupido, tritões.

Não são uma restauração — é uma nova tela na mesma parede. Três metros e meio de altura, seis meses de pinceladas.

Dentro: abóbadas barrocas sobre fundações do século XVI, a varanda central onde os reis assistiam às touradas, o brasão de Carlos II esculpido em Génova.

Hoje casamentos civis e turismo ocupam as salas. Ouça o guia completo e eu te conto.

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